Quero compartilhar com vocês um pouco do que vivi nos últimos dias, durante o Smart City Expo Curitiba 2026. Para mim, participar desse evento, em meio a tantas pessoas que pensam e constroem cidades todos os dias, foi uma experiência que me fez refletir bastante sobre o caminho que estamos seguindo e, principalmente, sobre onde ainda podemos chegar.
O Smart City Expo, que aconteceu nos dias 25, 26 e 27 de março, reuniu milhares de pessoas com um objetivo em comum: pensar cidades mais humanas, mais conectadas e mais preparadas para o futuro. E o que mais me marcou foi perceber que, apesar de toda a tecnologia presente, o centro de tudo continua sendo o cuidado com as pessoas.
A edição anterior já mostrava a dimensão desse encontro, com mais de 22 mil participantes de 25 países, geração de negócios e até ações solidárias importantes. E, este ano, ficou ainda mais claro como esse movimento vem crescendo e se fortalecendo.
Durante os encontros e conversas, eu tive a oportunidade de ouvir experiências de diferentes cidades, conhecer projetos que deram certo e entender, na prática, como ideias podem se transformar em soluções reais. Pude também integrar uma mesa sobre serviços digitais no governo, um momento de troca de experiências na qual eu compartilhei as práticas que deram certo voltadas para tecnologia em Saquarema.
Nesse sentido, expliquei como a plataforma Colab foi aplicada para aproximar a população dos serviços oferecidos pela Prefeitura, oferecendo mais facilidade e acessibilidade e pensando no bem-estar dos moradores. Foi muito inspirador ver iniciativas que começaram pequenas e hoje fazem diferença na vida de tanta gente.
A troca com outros gestores, profissionais e equipes foi, sem dúvida, um dos pontos mais valiosos. Cada conversa trazia um aprendizado novo, uma perspectiva diferente ou até mesmo uma solução que pode ser adaptada à nossa realidade. Esses momentos de escuta são fundamentais para quem está no dia a dia da gestão, tomando decisões que impactam diretamente a vida das pessoas.
Outro aspecto que chamou atenção foi a força das conexões. A área de negócios estava cheia de oportunidades, aproximando empresas, startups e governos. São encontros que, muitas vezes, começam ali de forma simples, mas que têm potencial para se transformar em projetos importantes no futuro.
Durante o evento, ouvi uma fala que resume bem tudo isso: cidades inteligentes não são feitas só de dados e tecnologia, mas de empatia, criatividade e propósito. E foi exatamente isso que vi em Curitiba. Pessoas comprometidas em encontrar soluções, mas, acima de tudo, em melhorar a vida de quem está do outro lado.
Volto dessa experiência com muitos aprendizados e com a certeza de que compartilhar, ouvir e estar aberto ao novo faz toda a diferença. Quando a gente conhece o que está dando certo em outros lugares, amplia o olhar e encontra novos caminhos para transformar a nossa própria realidade. Por aqui, seguimos com esse compromisso: aprender sempre, trocar experiências e continuar construindo cidades cada vez mais humanas e acolhedoras.
Por Manoela Peres