Histórias que marcam  |  20 de Maio de 2025

Minha homenagem à uma mulher inspiradora!

E

sta semana eu gostaria de dedicar o post à uma mulher muito especial para mim, a dona Nilda. Ela era uma das mulheres batalhadoras do nosso CAPO, que cuida com muito carinho das pacientes oncológicas. Apesar da nossa conexão ter sido recente, parecia que já tínhamos um vínculo de muitos anos. Ela me lembrava muito da minha mãe; seja o jeito dela, a alegria e o senso de humor... até mesmo fisicamente.

Acredito que seja sobre isso que se trata gerir e criar políticas públicas. Não é apenas oferecer serviços, mas ouvir e conhecer as histórias das pessoas que precisam deles.

Cada encontro nosso me emocionava, e dava para ver que a ela também. Não tinha como não se comover com tanta força, resiliência e com toda a alegria dela, mesmo diante de toda sua luta. Na última vez que nos encontramos, quando descobriu que essa luta iria recomeçar, ela me contou que tinha passado o dia com muitas dores, não tinha se alimentado direito... mas a visita e os momentos que passamos juntas a deixou animada e alegre de novo. Foram palavras que guardei no coração e que sempre vou me lembrar.

O acolhimento e a escuta são os principais cuidados que podemos oferecer a quem está precisando.

Eu conheci a dona Nilda por meio do nosso Centro de Atendimento ao Paciente Oncológico, que é um projeto oferecido pela Secretaria da Mulher e é motivo de muito orgulho para o nosso município e para mim. Não é apenas um equipamento da Prefeitura e um serviço de saúde oferecido. Além do acompanhamento com nutricionista, psicólogo, e de toda uma equipe à disposição para cuidar delas, as pacientes também formam uma rede de apoio entre si. Elas saem juntas, formam laços, cuidam umas das outras... e isso é muito especial! Em cada oportunidade que tive de me encontrar com elas, foram muitos aprendizados que absorvi e sempre saí muito inspirada pela história de cada uma.

Acredito que seja sobre isso que se trata gerir e criar políticas públicas. Não é apenas oferecer serviços, mas ouvir e conhecer as histórias das pessoas que precisam deles, ver como as vidas delas são transformadas pelos projetos criados. É observar e dar uma maior importância às pessoas, no lugar dos dados. Porque, afinal, o acolhimento e a escuta são os principais cuidados que podemos oferecer a quem está precisando. Além das lembranças cheias de leveza e afeição, foi esse o aprendizado que a Dona Nilda deixou aqui comigo.

Por Manoela Peres